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Jo$enildoTextos, Fotos, Artesanato
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January 17 ATEMPORAL - devaneios
Corre Alice, corre Alice Pra longe desse coelho maldito!
Corre Alice, corre Alice Pra longe do Gato Risonho, Que de bom Só o desejo lhe tem!
Corre Alice, não pára... ...esquece o narguilê da lagarta, A fumaça doce do pensar Dos que não viram borboletas!
Corre Alice!Que aí vêm as Rainhas de Copas Invejosas de sua infância! “___ Cortem-lhe a cabeça! Cortem-lhe a cabeça!” Gritam esganiçadas as chatas de vontade ruim!
Corre Alice, corre Alice E cai na real do país das fábulas, Bordel de gente castrada, Fantasias de crianças mortas Que buscam no teu corpo infanto As maravilhas profanas dos pródigos de felicidade!
Corre Alice, Enquanto lhe sorri a infância de alma limpa! 12/2007 jdm
O Martírio dos Vampiros
O amor dos vampiros se traduz no selvagem instinto, que no ápice dos momentos, faz refulgir o brilho cadente da luz refletida numa gota d’agua.Porem este amor não perdura como o brilho matutino no dorso das montanhas do Evereste, uma eterna paixão que renasce na aurora de cada novo dia.
È apenas um brilho irracional do desejo, ambíguo a todas as coisas maravilhosas e belas que permeiam o coração.O amor fecundo destes seres não passa de uma estaca – literalmente – fincada à carne!
Os vampiros são infelizes porque morrem a cada nascer do sol, por que são miseráveis na própria condição de ser.Vivem suas paixões como cinzas ao vento, morrendo em vida para viverem no morgue do próprio suplício.
Mais do que uma perdição individual, a promiscuidade desses entes é uma maldição infeliz que sangra corações e apaga paixões nas próprias lagrimas da condenação.
Há muito, negou a Sra. Morte o direito ao túmulo dos esquecidos que se findam como brisa ao pôr-do-sol. Silencioso, sereno,..., belo,...(...).
Porém afundando numa escuridão sem fim!
JDM
26/09/2006 A face de Tmolo (O deus da montanha) Secura e desolação A estas serras estampam-se. Com espinhos rasgam o ar as juremas, rangem cansados os angicos centenários Ao mexer do vento preguiçoso.
Esqueletos arbóreos fazem-se pó. Nos tabuleiros e capoeris Ossos cavam o solo, Urticantes secam o veneno...
E longe, longe... A acauã entoa lamentosa: ___ pacó-a, pacó-a, ... Junto ao rugir das grotas.
Nos altos e baixos dos talhados, cactos de ameaças vâs Sentinelam a vida e a morte Indiferentes as cascavéis Que anelam-lhes as raízes famintas.
Das entranhas ressequidas Perduram fontes lodocentas, Jóias dos ruminantes da própria fome. Brisas transfiguram o chá fervente Ao tempo que saciam os urubus e vermes Fincados a carcaça desta terra de Ades.
JDM 03/01/2007
O “Milagre do Seridó” a déjàvu Dos verões e invernos aqui vividos
JDM – 07/01/2003
Agradeço a sua visita!
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