Nem sempre se escreve com a tinta da inspiração, mas também com o fél da intenção!
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mondho.spaces.live.com Desenhos e textos -Jo$énildo
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A Poesia d`ivina
Recita, Mãe Terra os versos teus
E me acolhe no útero de tua paz
Que tanto falta-me à alma.
Traz às minhas vistas
o esplendor da aurora,
o colorido do arco – íris
o chilrear nas copas
a correnteza da água do rio
o toque do vento sinuoso
a sombra da árvore do meio dia
o frio confortante
a majestade do pássaro que voa
a sinfonia dos sapos
a rabanada dos peixes
o farfalhar de folhas
a cortina de chuva
o perfume primaveril
a brisa de uma tarde
o silêncio da borboleta
a ave construindo o ninho
o Cheiro de terra molhada
a marcha das formigas
o balouçar das palmeiras
(...)
nós,
Febos caídos
sopros perdidos
Devastamos seus campos para escrever o poema que já és!
Enquanto Deus planta suas árvores, zela por seus bichinhos...,
faz a poesia respirar vida!
JDM 18/01/2007
JO$éNILDO
Josénildo é um nome medíocre,
O nome de fraco
Que pouco diz,
que pouco significa.
Maldito nome
Que no grito pouco se ouve,
E no sussurro um sibilo perdido!
Bem dito, “bendito” os que carregam nomes de reis,
Pois já o são em parte!
Josénildo, josénil, José, Jo, ...
Nome dos que muito recebem apelidos,
Dos muitos confundidos por outrens,
Dos esquecidos de importância,
Peões pétreos amaldiçoados por um nome de ninguém
Que mesmo sob uma coroa,
Morre plebeu!
16/01/2008 - JDM
Alice no País das Maravilhas
Corre Alice, corre Alice
Pra longe desse coelho maldito!
Corre Alice, corre Alice
Pra longe do Gato Risonho,
Que de bom
Só o desejo lhe tem!
Corre Alice, não pára...
...esquece o narguilê da lagarta,
A fumaça doce do pensar
Dos que não viram borboletas!
Corre Alice!Que aí vêm as Rainhas de Copas
Invejosas de sua infância!
“___ Cortem-lhe a cabeça! Cortem-lhe a cabeça!”
Gritam esganiçadas as chatas de vontade ruim!
Corre Alice, corre Alice
E cai na real do país das fábulas,
Bordel de gente castrada,
Fantasias de crianças mortas
Que buscam no teu corpo infanto
As maravilhas profanas dos pródigos de felicidade!
Corre Alice,
Enquanto lhe sorri a infância de alma limpa!
12/2007 jdm
O Martírio dos Vampiros
O amor dos vampiros se traduz no selvagem instinto, que no ápice dos momentos, faz refulgir o brilho cadente da luz refletida numa gota d’agua.Porem este amor não perdura como o brilho matutino no dorso das montanhas do Evereste, uma eterna paixão que renasce na aurora de cada novo dia.
È apenas um brilho irracional do desejo, ambíguo a todas as coisas maravilhosas e belas que permeiam o coração.O amor fecundo destes seres não passa de uma estaca – literalmente – fincada à carne!
Os vampiros são infelizes porque morrem a cada nascer do sol, por que são miseráveis na própria condição de ser.Vivem suas paixões como cinzas ao vento, morrendo em vida para viverem no morgue do próprio suplício.
Mais do que uma perdição individual, a promiscuidade desses entes é uma maldição infeliz que sangra corações e apaga paixões nas próprias lagrimas da condenação.
Há muito, negou a Sra. Morte o direito ao túmulo dos esquecidos que se findam como brisa ao pôr-do-sol. Silencioso, sereno,..., belo,...(...).
Porém afundando numa escuridão sem fim!
JDM
26/09/2006
A face de Tmolo
(O deus da montanha)
Secura e desolação
A estas serras estampam-se.
Com espinhos rasgam o ar as juremas,
rangem cansados os angicos centenários
Ao mexer do vento preguiçoso.
Esqueletos arbóreos fazem-se pó.
Nos tabuleiros e capoeris
Ossos cavam o solo,
Urticantes secam o veneno...
E longe, longe...
A acauã entoa lamentosa:
___ pacó-a, pacó-a, ...
Junto ao rugir das grotas.
Nos altos e baixos dos talhados, cactos de ameaças vâs
Sentinelam a vida e a morte
Indiferentes as cascavéis
Que anelam-lhes as raízes famintas.
Das entranhas ressequidas
Perduram fontes lodocentas,
Jóias dos ruminantes da própria fome.
Brisas transfiguram o chá fervente
Ao tempo que saciam os urubus e vermes
Fincados a carcaça desta terra de Ades.
JDM 03/01/2007
O “Milagre do Seridó” a déjàvu 
Dos verões e invernos aqui vividos
Vão-se as saudades todas
Enlodando de câncer e podridão
O “ Milagre do Seridó”.
E juntos se vamos!
De leito arfante,
Borbulhando agonizado
Finda as águas junto ao abate da fauna
E ao desterro da face ossuda
De terras moribundas.
E a tudo, indiferente
Vê o Fantasma do Tempo
Sem pena nem paixão
Dos caixões que vagam as veredas
Ao encontro da morte
Que há muito espreita
Os que aqui padecem em vida!
Eu choro os sonhos dou´trora
E lamento a prosperidade obsoleta
Dum futuro obscuro.
Eu choro o começo...
... do fim de tudo!
JDM – 07/01/2003