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Jo$enildo

Textos, Fotos, Artesanato
January 17

ATEMPORAL - devaneios

Nem sempre se escreve  com a tinta da inspiração, mas também com o fél da intenção! JDM               

Site Oficial de Acari

mondho.spaces.live.com  Desenhos e textos -Jo$énildo

 ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES EM ARTESANATO DE ACARI-ASPROA-(084)3433-3984 

CASA DO ARTESÃO - E-M@IL: ssrcordula@hotmail.com  

ismaelmedeiros.zip.net  nOtícias da hOra! 

 
  Meu Deus, meu poeta
 Em sua grandeza onipotente

Deu-me a dádiva de imitar-Lhe uma mínima fração de criação.

Em minhas mãos recito os versos Teus que me vivem para a luz!

Porém, o mundo que redundo,

nada mais é  do que  um verso ininteligìvel

Onde somente Tua majestade transpira o soneto da vida:

 

 A água do rio,

O vento sinuoso,

A brisa confortante,

A sinfonia dos sapos,

O pássaro que voa,

O chilrear nas copas,

A rabanada dos peixes,

O farfalhar das folhas de outono,

O silêncio da borboleta em seu vôo de rainha...

 Sou apenas um sopro perdido dos versos Teus!

Enfim, nós derrubamos árvores para escrever a poesia que já canta a natureza!

Enquanto Deus planta suas árvores, zela por seus bichinhos...,

faz a poesia respirar vida!

  JDM  18/01/2007

 

JO$éNILDO

 

 

Josénildo é um nome medíocre,

O nome de fraco

Que pouco diz,

que pouco significa.

 

Maldito nome

Que no grito pouco se ouve,

E no sussurro um sibilo perdido!

 

Bem dito, “bendito” os que carregam nomes de reis,

Pois já o são em parte!

 

Josénildo, josénil, José, Jo, ...

 

Nome dos que muito recebem apelidos,

Dos muitos confundidos por outrens,

Dos esquecidos de importância,

Peões pétreos amaldiçoados por um nome de ninguém

Que mesmo sob uma coroa,

Morre plebeu!

 

 

16/01/2008 - JDM

Alice no País das Maravilhas

 

Corre Alice, corre Alice

Pra longe desse coelho maldito!

 

Corre Alice, corre Alice

Pra longe do Gato Risonho,

Que de bom

Só o desejo lhe tem!

 

Corre Alice, não pára...

...esquece o narguilê da lagarta,

A fumaça doce do pensar

Dos que não viram borboletas!

 

Corre Alice!Que aí vêm as Rainhas de Copas

Invejosas de sua infância!

“___ Cortem-lhe a cabeça! Cortem-lhe a cabeça!”

Gritam esganiçadas as chatas de vontade ruim!

 

Corre Alice, corre Alice

E cai na real do país das fábulas,

Bordel de gente castrada,

Fantasias de crianças mortas

Que buscam no teu corpo infanto

As maravilhas profanas dos pródigos de felicidade!

 

Corre Alice,

Enquanto lhe sorri a infância de alma limpa!

  12/2007 jdm

 

O Martírio dos Vampiros

O amor dos vampiros se traduz no selvagem instinto, que no ápice dos momentos, faz refulgir o brilho cadente da luz refletida numa gota d’agua.Porem este amor não perdura como  o brilho matutino no dorso das montanhas do Evereste, uma eterna paixão que  renasce na aurora de cada novo dia.

            È apenas um brilho irracional do desejo, ambíguo a todas as coisas maravilhosas e belas que permeiam o coração.O amor fecundo destes seres não passa de uma estaca – literalmente – fincada à carne!

            Os vampiros são infelizes porque morrem a cada nascer do sol, por que são miseráveis na própria condição  de ser.Vivem suas paixões  como cinzas ao vento, morrendo em vida para viverem no morgue do próprio suplício.

            Mais do que uma perdição individual, a promiscuidade desses entes é uma maldição infeliz que sangra  corações e apaga paixões nas próprias lagrimas da condenação.

            Há muito, negou a Sra. Morte o direito ao túmulo dos esquecidos que se findam como brisa ao pôr-do-sol. Silencioso, sereno,..., belo,...(...).

            Porém afundando numa escuridão sem fim!

 

 

JDM

26/09/2006

A face de Tmolo

 (O deus da montanha)

 

Secura e desolação

A estas serras estampam-se.

Com espinhos rasgam o ar as juremas,

rangem cansados os angicos centenários

Ao mexer do vento preguiçoso.

 

Esqueletos arbóreos fazem-se pó.

Nos tabuleiros e capoeris

Ossos cavam o solo,

Urticantes secam o veneno...

 

E longe, longe...

A acauã entoa lamentosa:

 ___ pacó-a, pacó-a, ...

Junto ao rugir das grotas.

 

Nos altos e baixos dos talhados, cactos de ameaças vâs

Sentinelam a vida e a morte

Indiferentes as cascavéis

Que anelam-lhes as raízes famintas.

 

Das entranhas ressequidas

Perduram fontes lodocentas,

Jóias dos ruminantes da própria fome.

Brisas transfiguram o chá fervente

Ao tempo que saciam os urubus e vermes

Fincados a carcaça desta terra de Ades.

 

 JDM 03/01/2007
 

O “Milagre do Seridó” a déjàvu  josenildo 002esqueleto

Dos verões e invernos aqui vividos

Vão-se as saudades todas
Enlodando de câncer e podridão
O “ Milagre do Seridó”.
E juntos se vamos!
 
De leito arfante,
Borbulhando agonizado
Finda as águas junto ao abate da fauna
E ao desterro da face ossuda
De terras moribundas.
 
E a tudo, indiferente
Vê o Fantasma do Tempo
Sem pena nem paixão
Dos caixões que vagam as veredas
Ao encontro da morte
Que há muito espreita
Os que aqui padecem em vida!
 
Eu choro os sonhos dou´trora
E lamento a prosperidade obsoleta
Dum futuro obscuro.
 
Eu choro o começo...
... do fim de tudo!

JDM – 07/01/2003

 

 

 
Agradeço a sua visita!
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